Amenorréia

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Amenorreia é um termo médico utilizado para designar a falta de menstruação em um período que deveria ocorrer. Entre a primeira menstruação (menarca) e a última (menopausa), habitualmente as mulheres que ovulam tendem a menstruar mensalmente, com um intervalo de 25 a 35 dias entre uma menstruação e outra. Excetua-se aí o período da gestação e amamentação.

Podemos classificar em amenorreia primária aquelas mulheres que não tiveram nem a primeira menstruação (especialmente se maiores de 16 anos), e em amenorreia secundária quando a mulher passa a não menstruar a partir de um dado momento. Importante ressaltar que este termo é utilizado quando o período entre a última menstruação e o tempo atual ultrapassa 3 ciclos da paciente ou 6 meses, embora já tenha menstruado antes.

A ausência de menstruação pode ser resultado de uma variedade de alterações, permanentes ou temporárias, a saber: Como causas da ausência de menstruação, temos também: Podemos estar diante de quadros com repercussão importante na vida futura da mulher, como o seu prognóstico reprodutivo ou o diagnóstico de doenças graves.

Para investigar o diagnóstico correto da causa da amenorreia é necessária uma boa anamnese (entrevista), exame físico, além de exames de laboratório e ultrassonografia. Esta pesquisa pode ser rápida ou mais demorada, a depender da causa. Há uma sequência lógica de exames a serem realizados, procurando-se primeiramente as causas mais comuns de amenorreia.

Vale ressaltar que alguns medicamentos ou tratamentos médicos podem levar a amenorreia, sendo isto muito importante de ser relatado durante a anamnese.

Dentre as causas de amenorreia, excetuando-se a gravidez, a mais comum é a síndrome dos ovários policísticos (SOP). A somatória de amenorreia, características androgênicas (acne, excesso de pelos, queda de cabelos) e sinais ultrassonográficos de ovários aumentados e com múltiplos pequenos cistos leva ao diagnóstico da doença. Alguns exames laboratoriais podem ser importantes para excluir causas mais raras que se parecem com a SOP. Tal patologia, se não tratada, leva a piora da qualidade de vida, risco de doenças crônicas a longo prazo, além da infertilidade.

Outra causa muito importante, mas felizmente não tão comum, é a falência prematura dos ovários (menopausa precoce). Isto pode ocorrer por alterações genéticas ou causadas por alguma patologia que lesiona os ovários (seja por cirurgia, inflamação, infecção ou reação autoimune). Não há um tratamento específico para a menopausa precoce, porém é fundamental que esta paciente tenha seguimento com um especialista para evitar ou diminuir riscos de doenças crônicas ou piora da qualidade de vida que geralmente ocorrem nestas pacientes.