Sindrome dos Ovários Policísticos

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É um dos distúrbios ginecológicos mais comuns entre as pacientes com infertilidade. A doença caracteriza-se por irregularidade dos ciclos mentruais (tendendo sempre a grandes atrasos), excesso de pêlos, acne e queda de cabelos. Boa parte das pacientes tem sobrepeso ou obesidade, além de alterações dos níveis de colesterol, triglicérides e glicemia. A ultrassonografia transvaginal pode detectar ovários aumentados de volume e a presença de múltiplos pequenos cistos que dão o nome da doença.
 
É um distúrbio endócrino heterogêneo e complexo, com prevalência estimada entre 5% e 12% das mulheres em idade reprodutiva. Representa a principal causa de hiperandrogenismo e oligoanovulação, sendo comum, além dos distúrbios endócrino-reprodutivos, a associação com distúrbios metabólicos, como obesidade (50% das pacientes), resistência à insulina (50 a 70% das mulheres com esse distúrbio), diabetes mellitus (risco 2x mais elevado), hipertensão arterial sistêmica (risco 2x mais elevado), síndrome metabólica (duas a quatro vezes mais prevalente) e dislipidemia. Assim, essa doença não pode ser avaliada somente como um distúrbio ginecológico, mas merece abordagem minuciosa e sistemática de uma verdadeira doença sistêmica, principalmente em mulheres obesas. 
 
 
DIAGNÓSTICO
O mais prático e mais abrangente critério para diagnóstico de SOP é o critério de Roterdã (ESHRE/ASRM – 2003) que consiste em: 
 
 

Para que o exame de ultrassonografia seja compatível com ovário policístico, ele tem que respeitar as seguintes recomendações:
             


 
TRATAMENTO
Considerando que não se sabe a etiologia da SOP, não há tratamento curativo. 
 
PRINCIPAL MEDIDA → MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA
Dieta / Exercício Físico

A maior parte destas pacientes não ovulam e por isso não engravidam. Fazê-las emagrecer é o primeiro passo para melhorar as condições de gravidez. Algumas com dieta e atividade física passam o ter um ciclo menstrual regular, começam a ovular e engravidam naturalmente. 
 
Para as outras pacientes que, apesar da mudança do estilo de vida e do emagrecimento, não conseguem engravidar, o passo inicial é a estimulação ovariana e o controle ultrassonográfico seriado (Relação Programada). Neste tratamento o médico assistente irá orientar o uso correto da medicação, ajustando doses quando necessário, acompanhará a ovulação através de ultrassonografias e determinará o melhor momento para o casal ter relações sexuais. 
 
A relação programada é eficiente para a maioria das pacientes, mas se houver falha de tratamento, é possível inicialmente a modificação da medicação escolhida para a estimulação ovariana ou a mudança de técnica, podendo-se recorrer a inseminação artificial ou Fertilização in vitro
 
Vale reforçar que a SOP é uma doença que compromete a saúde da paciente como um todo, portanto, MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA para melhorar esta condição antes de engravidar é a principal medida a ser tomada.